Mobilidade urbana, a infraestrutura deve atender as premissas básicas

Em meio ao caos que os brasileiros estão vivendo devido às falhas nos meios de transportes públicos, o professor do curso de engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Luiz Vicente Figueira Filho, especialista em mobilidade urbana comenta as possibilidades de melhorias para as capitais.

*Luiz Vicente Figueira Filho

Quando nos deparamos com as interrupções no transporte público, tanto os trens, metrôs e ônibus, ficaram diante de uma insatisfação e indignação por parte da população.

Temos o transporte coletivo como o novo modelo desenhado no Plano Diretor de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, porém quando se considera uma visão macro referente ao assunto, uma das maneiras, é a adoção dos cinco objetivos de desempenho para o bom andamento e operação dos transportes.

A primeira destes objetivos está na qualidade, que se inicia desde o conforto térmico e espaço ambiente até o treinamento dos funcionários quanto ao atendimento ao munícipe, com cortesia e educação. Quanto vale um bom dia? Estamos preparados para “quebrar o gelo” com os usuários e ter mais proximidade entre os dois lados?

Em seguida há flexibilidade, isto é, em horário de pico a frequência de coleta dos usuários deve ser compatível com a chegada deles até a estação. Uma das maneiras bem sucedidas é conhecer o público que é transportado. Qual é a origem, que destino vai tomar e em quais horários? Uma análise estatística aproxima cada vez mais este entendimento.

A terceira está relacionada na velocidade do transporte associado ao período de tempo na condução, que favorece, inclusive, a adoção de novos usuários a abandonarem os veículos durante a semana e aderirem ao transporte coletivo.

Outro ponto está na confiabilidade do transporte de modo que não possa ocorrer interrupções, principalmente em horários de pico, que os ânimos estão a flor da pele e qualquer parada inesperada causa um transtorno inerente ao meio de locomoção.

E por último, consequência de todos os objetivos de desempenho acima, está o custo do transporte. Quanto mais equilibrado e gerenciado as quatro etapas anteriores, menores serão os subsídios repassados pelo poder público e maior será a satisfação dos usuários. Em contra partida, quanto um destes elos se rompe, gera-se uma insatisfação, que muitas vezes, surpreende os responsáveis pela mobilidade urbana nos grandes centros.

Para entrevistas, favor entrar em contato com Jéssica Almassi, Rodrigo Freitas ou William Prado através do e-mail: imprensa@mackenzie.br.

Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie pelo segundo ano consecutivo (2012/13) foi avaliada como a melhor instituição de ensino privado do Estado de São Paulo, de acordo com o Ranking Universitário Folha de São Paulo\RUF. O Mackenzie ainda está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.