tn_Domínio dos Nissan GT-RTemporada dos superesportivos mais desejados do país começou em um fim de semana marcado pelo calor, que desafiou os participantes no autódromo de Interlagos, em São Paulo

A temporada 2014 da Driver Cup começou quente, dentro e fora da pista de Interlagos, em São Paulo. No asfalto, a etapa foi marcada pela disputa e pela rivalidade entre as tecnologias japonesa, alemã e norte-americana. Fora dele, o verão contribuiu para que a primeira etapa do ano fosse disputada no fim de semana que registrou o dia mais quente da capital paulista em 2014, com temperatura acima dos 35ºC.

Por isso, o calor foi o maior desafio para os 60 participantes da primeira prova de Flying Lap do ano. Não apenas no controle do equipamento para evitar quebras ou superaquecimentos, mas, especialmente, para encontrar a melhor condição de pista para estabelecer sua melhor volta.

“Nessa condição de muito calor, o motor não rende a mesma coisa e a própria temperatura do asfalto faz com que o carro perca aderência a partir de um certo ponto”, explicou Beto Gresse, piloto consultor desta etapa. “Fiz questão de mencionar isso para os participantes durante o briefing. Principalmente porque tem uma diferença muito grande de temperatura entre o período da manhã, quando eles ainda estão começando o dia, mais relaxados; e a tarde, quando eles já estão mais com a mão da pista e querendo baixar os tempos. Mas é justamente à tarde que as coisas ficam mais difíceis, e eles precisam saber disso para não desgastar excessivamente o carro, nem querer tirar tempo de onde não é possível”, completou o piloto.

A etapa foi dominada pelos Nissan GT-R, que ficaram com as três melhores marcas das duas tomadas de tempos válidas pela Driver Cup. José Ruette Filho cravou 1m44s442 em sua melhor passagem e ficou com a vitória na categoria Performance 3. José Júnior, com outro Nissan GT-R da P3, ficou em segundo no geral, com 1m46s340.

“Foi bom começar o ano com vitória. Fizemos algumas melhorias no carro para esta temporada e tudo funcionou perfeitamente”, disse José Ruette, que disputa provas em vários países da América do Sul com seu Nissan GT-R.

Nas demais categorias de Performance, os carros vencedores foram: Ford Mustang Shelby GT500 (P4/1m48s948), BMW 1M (P5/1m49s275) e um Mitsubishi Lancer EVO X (P6/1m53s886).

Na classe Sport, em que os superesportivos têm pouquíssimas modificações, o melhor tempo também foi de um Nissan GT-R. Danilo Menossi estabeleceu 1m48s718 na S1 e ficou com a terceira marca geral da etapa em sua quarta participação com o modelo japonês.

“Apesar da temperatura muito alta, deu para atingir o objetivo de andar entre os mais rápidos. O carro já estava bem desde os treinos da manhã e acabamos só confirmando este bom desempenho na hora da tomada de tempos”, disse Menossi, que ainda comparou o Nissan com seu carro de competição anterior, um Porsche 911 Carrera 4S, menos potente e com motor aspirado.

“O Nissan é um carro mais firme de suspensão. É um carro difícil de usar no dia-a-dia. Já o Porsche é mais maleável para usar na rua, por exemplo. Talvez por essa configuração, mais voltada para as pistas, o desempenho do Nissan foi melhor”, avaliou.

Ainda nas divisões da categoria Sport, Márcio B. venceu a SS com um Porsche 911 GT2 RS, o Mercedes-Benz SLS 63 AMG de Valdir L. ficou com a melhor marca da S2; o Porsche 997 GT3 de Marco P. venceu na S3; Eduardo M. venceu na S4 com um Porsche 911 Carrera 4 e Celso H. completou as vitórias da fabricante de Stuttgart com o Porsche Boxster S na S5.

Na classe Turismo o melhor tempo também foi de um carro japonês. Nela, Silvio R. manteve o bom desempenho do Lancer EVO X da T3 virando em 1m55s493, seguido de Carlos de T. com 1m57s291 a bordo de um Audi A3 Sport DTCC, preparado para competição, da classe TCM.

Driver Day – O fim de semana em Interlagos se completou com o Driver Day, no domingo. O dia foi destinado ao formato de “track day”, no qual os proprietários dos veículos têm pista livre para tirar a máxima performance de seus carros. Sem valer pontos para a Driver Cup, o evento de domingo recebeu máquinas que não participaram da etapa de sábado. Com destaque para as italianas Lamborghini Aventador LP700, Ferrari F430 Scuderia, Ferrari 458 Italia e o modelo britânico Lotus Exige S.

Depois de mais de vinte horas de pista aberta para os participantes ao longo de dois dias, Décio Rodrigues, um dos organizadores da Driver Cup, avaliou o primeiro evento do ano.

“Foi muito bom. Atingimos um número que consideramos ideal de participantes, com 60 carros no sábado e 45 no domingo, o que proporciona bastante tempo de pista para cada um. Acho que o grande desafio mesmo foi o calor, que já era previsto. Em função disso, no sábado, fizemos a 2ª tomada de tempos mais curta no período da tarde, com 25 minutos para cada participante, justamente para não ocasionar muitas quebras e desgaste excessivo dos carros”, disse o promotor. “Foi só o primeiro evento. Partimos agora para alguns desafios, como as provas de reta, onde tivemos que desenvolver um sistema próprio de organização e segurança. Estes são eventos sem histórico no Brasil e, por isso, sem referências de organização”, completou.

Os resultados da primeira etapa e o calendário da Driver Cup 2014 estão disponíveis no site www.drivercup.com.br.
Texto: Assessoria
Foto: Divulgação