PaesO prefeito do Rio, Eduardo Paes, foi empossado oficialmente nesta quarta-feira (5) como presidente do C40 – grupo mundial que reúne prefeitos das principais cidades do mundo no combate às mudanças climáticas.

O prefeito do Rio de Janeiro sucedeu o norte-americano Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, e fez o seu primeiro discurso oficial, apresentando o plano de trabalho para a sua gestão à frente da organização. Durante a cerimônia houve videoconferência do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

O prefeito do Rio deu início nesta quarta-​feira (52), na cidade sul-africana de Joanesburgo, à 5ª Reunião de Cúpula do C40, sua primeira como presidente da organização que reúne prefeitos das principais cidades do mundo para discutir ações de enfrentamento às mudanças climáticas e suas consequências. Após uma terça-feira de reuniões internas, em que o prefeito dirigiu pela primeira vez o encontro de diretores, ​o ˜C40 City Mayors Summit – Joburg 2014″ foi aberto oficialmente nesta quarta-feira com a apresentação ​do relatório Climate Action in Megacities Volume 2.0 – ​CAM 2.0​, pesquisa inédita que detalha as mais de oito mil ações de combate, mitigação e adaptação aos efeitos do aquecimento global promovidas pelas megacidadesao redor do mundo. De 2011 (quando o primeiro relatório foi divulgadoem São Paulo​) para 2013 dobraram o número de projetos e políticas públicas em torno do tema.

Das oito mil ações, 41% representam atividades que beneficiam toda a cidade e não estão restritas a um bairro ou região. Dos municípios registrados, 98% indicam que a mudança climática apresenta riscos significativos para as suas populações e infraestruturas.Durante a primeira plenária do encontro de prefeitos do C40, foi discutida importância de gerar sistemas de medição, monitoramento e dados:

- Mesmo que ​você ​olhe para as cidades mais ricas​, nunca existirá​dinheiro suficiente pra fazer tudo o​ que precisamos e queremos. Medições são fundamentais para indicar as vulnerabilidades e priorizar o investimento, otimizando a aplicação de recursos​ – afirmou Eduardo Paes que usou como exemplo o Centro de Operações Rio e o sistema de sirenes:

- São ações integradas que evitam a morte de pessoas. Não podemos impedir que a chuva caia e temos que lidar com a realidade de que somos uma cidade tropical cercada de montanhas e favelas e com várias bacias que alagam. Mas decidimos agir a curto prazo, criando o sistema de sirenes que tocam sempre que a previsão de chuva e a precipitação atingem determinado nível; e a médio e longo prazo, mapendo as regiões com alto risco de deslizamentos e alagamentos e definindo obras que podem ser feitas para evitar que desastres aconteçam e, quando não há intervenção capaz de fazer isso, retirarmos as pessoas desses lugares e levá-las para moradias dignas em locais seguros- disse Paes.