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Gestão das filas identificou que pacientes que já realizaram procedimentos continuavam no sistema

A partir da gestão da fila, iniciada em novembro, a Secretaria Municipal de Saúde verificou que o número de pessoas à espera de consultas e exames está abaixo do que vem sendo apresentado pelo sistema usado pela rede municipal de saúde. Isto porque foram identificadas falhas como a não retirada da fila dos pacientes que já passaram pelos exames em clínicas conveniadas, por exemplo, ou de casos de pessoas que acabaram fazendo o procedimento nas unidades de emergência do SUS ou em unidades privadas que não são retirados do sistema. Todo o sistema já está sendo remodelado para acabar com esse tipo de problema. A fila de espera por uma ultrassonografia, por exemplo, possui 58% de pacientes nesta situação. Vale ressaltar que de janeiro a setembro deste ano, foram realizados 40.235 ultrassonografias pelo município, sendo eletivas e de emergência. O preconizado pelo SUS para o município seriam de 33.994 exames do tipo, segundo a portaria 1.631/2015. Ou seja, quase 7 mil exames a mais.

Ao longo de 2018, foram feitas 45.063 ultrassonografias pelo SUS, tanto em unidades de emergência e/ou urgência e eletivas, quanto em clínicas conveniadas e nos aparelhos pertencentes ao município. “A média mensal de 2018 foi de 5 mil ultrassonografias. Por isso, nos alertamos para os números hoje apresentados pelo sistema, que certamente não condiz com a realidade”, explica a secretária Fabíola Heck.

Outro exemplo suspeito de falhas no sistema é no caso de tomografias. Entre janeiro e setembro deste ano, foram realizados 17.976 exames no município pelo SUS. O previsto pelo Ministério da Saúde era de 7.592 exames, ou seja, 10 mil exames a mais foram realizados pelo município. Na lista de espera, existem 755 pessoas hoje aguardando agendamento para este exame, porém, a lista possui 9.558 pedidos cancelados e mais de 5 mil pedidos que precisam ser reavaliados para saber se constam ainda como pendentes ou se os pacientes já passaram pelo procedimento e a unidade executora não deu baixa; ou se passaram pelo exame entrando pelas unidades de emergências ou se ainda foram realizados na rede privada.

A Secretaria de Saúde vem trabalhando pontualmente nos casos reais onde há necessidade de investimentos e maior oferta dos serviços para atender a demanda.  No caso da ortopedia, por exemplo, em 2018, foram oferecidas 45.799 consultas. Este ano, o sistema apresenta que existem ainda 15.595 pessoas na fila, no entanto, 42% deste número precisa ser investigado, pelos mesmos motivos informado acima, ou seja, podem ter tido o atendimento realizado nas urgências.

“Este é um dos setores que o prefeito Bernardo Rossi tomou como prioritário e que estamos investindo para aumentar a oferta. Já foram iniciadas as obras do Centro Municipal de Ortopedia que vai oferecer atendimento em diferentes especialidades dentro da ortopedia. A oferta será ampliada com o oferecimento de até 2.500 consultas por mês na unidade, que irá funcionar dentro do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp” explicou a secretária. “Já temos muitos resultados positivos desta gestão para apresentar, como no caso da fila das cirurgias de cataratas que conseguimos diminuir em 50%”, ressaltou.

Também foi identificado um aumento de 40% nos pedidos de exames feitos pelos médicos nestes dois últimos anos. Desta forma, para aumentar a oferta de exames de imagens, o município está em processo de compra de mais um aparelho de ressonância magnética e um mamógrafo o centro de imagens do Nélson de Sá Earp. Nesta segunda-feira (02.12) a secretária Fabíola Heck participou em Macuco da reativação do consórcio da Região Serrana para iniciar a repactuação do serviço identificando a necessidade de contratação de exames e consultas em clínicas especializadas e também levantar os serviços oferecidos por cada município.

 
Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura Municipal de Petrópolis