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Roberto Saul Wigoda, o Betinho, ficou em 7º lugar no torneio nacional

 

O atleta petropolitano de bocha adaptada Roberto Saul Wigoda, o Betinho, ficou em 7º lugar no Campeonato Brasileiro da modalidade, disputado no último fim de semana em São Paulo. Ele participou da competição na classe BC2, categoria que contou com outros 21 jogadores de todo o país. Betinho havia conquistado uma vaga no principal torneio do país após o atleta que ficou em terceiro lugar no torneio Regional Leste ter desistido de participar por problemas pessoais.

Disputado no CT Paralímpico, o Campeonato Brasileiro de bocha adaptada contou com a presença de 79 atletas de 37 clubes. Foram 12 quadras com jogos simultâneos nas quatro categorias. A competição foi organizada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande). O petropolitano Betinho foi o primeiro atleta da modalidade em todo o país.

“O desempenho do Betinho foi muito bom, terminando na parte de cima da tabela de um torneio nacional. Essa foi uma oportunidade muito bacana, que fortalece o trabalho realizado pela nossa Associação em Petrópolis”, explica Marcelo Corrêa, treinador e coordenador técnico do time de Petrópolis, lembrando ainda que outro atleta, Felipinho, também participou da competição nacional no ano passado.

“A rotina de treinamentos faz toda a diferença na hora de disputar as principais competições do país. Foi o que aconteceu com o Felipinho, nosso atleta que no ano passado participou do Campeonato Brasileiro de bocha adaptada. Graças a parceria da APDEF com o governo municipal, conseguimos um espaço para treinar e desenvolver a modalidade”, completa Marcelo.

A equipe de Petrópolis de bocha adaptada realiza os treinamentos no Centro de Cultura Raul de Leoni, no Centro, todas as terças e quintas-feiras entre 14h e 17h, graças a parceira da prefeitura, através da Superintendência de Esportes e Lazer, com a Associação Petropolitana dos Deficientes Físicos (APDEF).

O superintendente de Esportes e Lazer, Leandro Kronemberger, explica que a prefeitura vem oferecendo mais espaços para os atletas com deficiência desde o início da gestão. No ano passado, aconteceu de maneira inédita a I Copa Imperial de futsal para surdos – em parceria com a Associação Petropolitana de Surdos (APES) – e o campeonato municipal de futsal para surdos.

Além disso, já foi realizada a capacitação gratuita para estudantes e professores de educação física que desejam trabalhar com pessoas com deficiência intelectual e um treinamento, também de graça, para árbitros de futebol e futsal. “As atividades oferecidas têm como objetivo aumentar a participação das pessoas com deficiência nas mais diversas modalidades oferecidas na cidade”, disse o superintendente.

No calendário esportivo deste ano, estão previstos, mais uma vez, as competições de futsal e o Dia de Convivência, dentro da programação dos jogos estudantis. “É importante que os alunos com deficiência também ganhem mais espaço. Desde o início da gestão do prefeito Bernardo Rossi, mantemos o Dia de Convivência buscando proporcionar a melhora na qualidade de vida dessas crianças”, completou Leandro.

 

Sobre a bocha adaptada

 

A bocha adaptada é um esporte que consiste no lançamento de bolas coloridas e vence o jogador que alcançar o maior número de bolas próximas à bola branca, que funciona como uma referência. São quatro categorias: BC1, BC2, BC3 e BC4, que são divididas de acordo com a limitação de cada atleta. A categoria de Betinho não permite nenhum auxiliar, apenas um suporte para as bolas.

Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura de Petrópolis