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Resultado do trabalho do curso de Educação Física foi apresentado nos Jogos do Núcleo Pedagógico Semeando Flores, que aconteceu no sábado (26.10), no Centro Poliesportivo do Bingen

 

Entender que todos, pessoas sem ou com qualquer tipo de deficiência, têm limitações, mas que essas podem ser adaptadas e superadas, inclusive na prática esportiva. É o que aprendem os alunos do curso de Educação Física da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) durante a disciplina de Educação Física Adaptada. Uma parte do resultado deste trabalho foi apresentado no sábado (26.10), durante os Jogos Olímpicos do Núcleo Pedagógico Semeando Flores, que atende pessoas com deficiência entre 3 e 60 anos de idade. O evento aconteceu no Centro Poliesportivo, no Bingen.

 

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A atividade do Núcleo, que há quatro anos acontece em parceria com o curso de Educação Física da UCP, motiva os alunos a trabalharem o esporte e atividade física como ferramenta transformadora e impulsionadora. No trabalho desenvolvido com o Núcleo Pedagógico Semeando Flores, os estudantes atuam com cerca de 30 alunos que são atendidos pelo projeto, vivenciando atividades para crianças, adolescentes, adultos e idosos com deficiência cognitiva. Nos Jogos, os alunos montam o circuito de atividades e acompanham os alunos a trabalharem o seu melhor.

 

 

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“É muito importante para os alunos vivenciarem essa experiência, pois muitos quando começam a disciplina tem um certo preconceito, falando que nunca vão trabalhar com isso, por acharem que não saberão lidar. Mas quando eles veem o trabalho, esse contato muda a visão”, lembra a professora da disciplina, Janine Meirelles dos Santos sobre o caso de um aluno que tinha esse discurso, mas que se apaixonou.

 

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“Ele veio, se apaixonou, e hoje trabalha direto com eles. Mudou completamente a opinião. E está ansioso para fazer o estágio na área, que será no próximo período”, conta a docente, explicando que o projeto funciona como um laboratório da disciplina, que ainda proporciona o estágio supervisionado na área.

 

“Colocamos no mercado um profissional mais bem preparado, com uma visão mais ampla da Educação Física e também com essa questão de olhar mais para o outro, uma visão mais humana”, frisa.

 

 

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Parceria garante formação mais completa a alunos do curso e ganhos pessoais a alunos e famílias do projeto

 

Para a diretora do Núcleo Pedagógico Semeando Flores, a psicóloga Márcia Loureiro, a parceria com a UCP faz a diferença nesses futuros profissionais que chegarão ao mercado de trabalho, mas ainda mais na vida dos alunos atendidos no projeto.

 

“Nossa escola não trabalha o que há de errado ou o pior neles. Trabalhamos o potencial do que há que possamos melhorar. Essa parceria traz uma autoestima para o aluno porque ele é capaz. Eles vão para o ginásio da UCP, o trabalho é divulgado e eles se sentem importantes. O tamanho da importância que são para nós. Trabalhamos com as famílias e vocês não têm noção de como é bom para eles virem aqui e verem os filhos participando. Porque a vida lá fora é preconceituosa. Aqui é uma aceitação. São todos iguais. E quando a gente percebe que uma empresa como a UCP promove essa inclusão e essa igualdade, isso é maravilhoso para as famílias”, comenta Márcia, que há dez anos iniciou o trabalho no Núcleo.

 

“Para nós é superimportante essa parceria, pois temos uma escola totalmente atípica com múltiplas deficiências desde autismo, síndrome de down, PC, RN, TDH, TOD, de várias idades. Não somos uma escola grande, é um projeto pequeno. Mas desde que iniciamos essa parceria fiquei muito encantada com a disposição dos alunos e da UCP em fazer isso. E virou uma febre para os nossos alunos, pois eles aguardam ansiosos esse dia”, disse.

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação