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Pedro Luís, Bianca Ramoneda, Cristina Flores, Jaqueline Roversi, Magenta Dawning/Bruno Maria Torres, promovem uma leitura cênica e musical com textos de Manoel de Barros

 

RIO DE JANEIRO – Em cena, cinco artistas de diferentes origens se encontram para dividir com o público, pensamentos sobre arte, escritos em forma de poesia. Os poemas são parte da obra de Manoel de Barros, uma obra extensa e vigorosa, que tem como uma de suas principais características a reflexão sobre o ofício da criação. A performance ocorre na próxima quarta-feira, às 19h, no Sesc Copacabana.

 

O poeta usa seu instrumento – a palavra – para falar sobre criação na fotografia, na pintura, no cinema, na música, nas artes visuais, nos trazendo referências, provocações, clareando ideias e afirmando a linguagem como território simbólico e poético. Um lugar que, mais do que nunca, precisa ser compreendido e valorizado. Enxergar Manoel como um poeta vinculado somente à natureza é restringir sua obra e perder a possibilidade de refletir sobre essa palavra tão polêmica chamada “arte”. Essa é a “matéria de poesia” sobre a qual ele tanto se debruçou. E é ela que será compartilhada neste encontro.

 

Manoel de Barros é um dos poetas mais populares entre os jovens hoje e também um dos mais vendidos. Sua anarquia – lúdica e lírica, profunda sem perder a graça – é ouro para uma geração cheia de questionamentos. Sua potência em questionar os valores vigentes e propor a subversão que começa pela própria construção das frases – e chega ao desmonte do conceito de “utilidade” na sociedade de consumo – torna-se cada vez mais urgente de ser compartilhada. “Em que mundo queremos viver e como a arte pode nos ajudar nisso?” – é a pergunta que ele põe em nosso colo.

 

Por ser um poeta que viveu a maior parte de sua vida no centro-oeste do país, e por trazer em seu vocabulário palavras que se referem à natureza, muitos de seus leitores ficam atrelados a um lado mais lírico de sua obra, atribuindo a ela uma aura de pureza.

 

O recorte que propomos amplia essa visão, reunindo pensamentos sobre arte e criação, que nunca foram explorados juntos, em apresentações. Por exemplo, nem todos sabem que Manoel era cinéfilo, que estudou cinema em Nova York e que essa paixão migrou para seus poemas que são repletos de referências sobre a criação de imagens. Enxergar Manoel como um poeta vinculado somente à natureza é restringir sua obra e perder a possibilidade de refletir sobre essa palavra tão polêmica chamada “arte”. Essa é a “matéria de poesia” sobre a qual ele tanto se debruçou. E é ela que queremos compartilhar nesse encontro.

FICHA TECNICA

Textos: Manoel de Barros

Adaptação: Bianca Ramoneda

Direção: Rodrigo Portella

Elenco: Bianca Ramoneda, Pedro Luís, Jaqueline Roversi, Cristina Flores e Magenta Dawning/ Bruno Maria Torres

 

 

 

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação