cerveja
Berço da primeira cervejaria do país, fundada por D. Pedro II em 1843 e ainda em operação, e reconhecida como a Capital Estadual da Cerveja pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Petrópolis vai ganhar um incentivo a mais para o desenvolvimento do setor. A cidade fará parte do Arranjo Produtivo Local (APL) da Região Serrana de Cervejas Artesanais.

 

A iniciativa da secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a Firjan e outras entidades, visa potencializar as indústrias locais de cerveja com o objetivo de aumentar a produção e, dessa forma, fomentar a economia ao gerar emprego e renda. O APL também vai abranger empresas de Teresópolis, Nova Friburgo e de outros municípios ao redor. A oficialização do programa deve ser efetivada no final de setembro.

 

Em um primeiro momento, a ideia é reunir as demandas dos empresários para que seja feito um estudo sobre quais são os gargalos para o desenvolvimento do setor. E, com isso, é traçado um plano estratégico para resolvê-los e facilitar o ambiente de negócios. Uma das possíveis ações é firmar parcerias com bares, restaurantes e supermercados para estimular o consumo dos produtos fabricados na região.

Para Roberto Badro, presidente do Sindicato das Indústrias de Cervejas e Bebidas em Geral de Petrópolis, essa é uma iniciativa que beneficia o setor. “O fato de termos um projeto que una o poder público diretamente com os empresários, incluindo os pequenos, mostra que a iniciativa privada vai ter um caminho direto e mais fácil para solucionar seus problemas. A expectativa é muito boa”, diz ele.

Proprietário da cervejaria BrewPoint, José Renato Romão, concorda. “É muito bom termos um projeto que valoriza a origem da cadeia da economia, que é a indústria. Temos muitos gargalos a serem resolvidos, sendo a questão tributária a principal delas. Se esta for resolvida, teremos um caminho para as pequenas empresas se desenvolverem”, completa.

Em todo o Rio de Janeiro, o segmento de microcervejarias cresce de forma consistente. O número de empresas registradas, com estrutura própria, saltou de 12 em 2011 para 57 em 2017. O boom também beneficiou as ciganas – como são chamadas as marcas que não contam com fábrica exclusiva. Só a cidade de Petrópolis abriga 10 microcervejarias e 12 ciganas.
Firjan SENAI é referência para o setor

 

Atualmente em Petrópolis, a Firjan SENAI oferece o curso de Operador mantenedor de processos da indústria cervejeira e a expectativa é que outros sejam disponibilizados a partir do próximo ano, com o objetivo de promover a qualificação da mão de obra para as indústrias locais.

 

A Firjan SENAI é referência na prestação de serviços tecnológicos para o setor de cervejas. No Rio de Janeiro, são realizados desenvolvimento de produtos, análises laboratoriais, controle de qualidade e de processos, análises sensoriais, tecnologia cervejeira e consultorias, entre outros serviços. Seu corpo técnico é formado por mestres, doutores e profissionais com ampla experiência de trabalho em cervejarias.

A instituição já desenvolveu uma receita de cerveja que coleciona prêmios no Brasil e no exterior. A Kaffee Bier, produto da Cervejaria Familiar von Borstel de Londrina, no Paraná, recebeu a Medalha de Prata no Brussels Beer Challenge, em Namur, na Bélgica na categoria Cerveja Flavorizada com Café.

 

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação