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Data será comemorada no Museu Casa do Colono

Os problemas sociais pelos quais a Europa passava lá pelo século XIX fizeram com que muitos germânicos decidissem abandonar suas terras e partissem em busca de uma vida melhor. E foi nesse período que o Brasil começou a receber seus primeiros imigrantes alemãs, com parte dos 600 mil germânicos que deixaram a região onde hoje é a Alemanha. Em 2019, o país celebra os 195 anos da imigração alemã,rumo aos 200 anos em 2024. Petrópolis, por ter sido uma das primeiras cidades colonizadas por esse povo, percebe até hoje a herança deixada por eles e, por isso, também vai comemorar a data com um encontro do Segmento Germânico no dia 25 de julho, às 9h30, no Museu Casa do Colono.

Atrativo turístico e histórico, o museu abriga mobiliário, utensílios de uso doméstico e de trabalho, reproduções fotográficas, quadros e objetos de uso pessoal que ajudam a entendermos melhor como os colonos viviam quando chegaram em Petrópolis. “É o local perfeito para celebrarmos a vinda dos imigrantes ao Brasil. E o município não pode deixar de comemorar isso, por tudo que eles nos trouxeram e nos deixaram como herança”, destaca o diretor-presidente do Instituto Municipal de Cultura e Esportes (IMCE), Marcelo Florencio.

O encontro, que acontece com um café da manhã, discutirá a chegada dos imigrantes germânicos no Brasil e toda sua história por aqui. “Vamos falar sobre isso e também um pouco sobre o que a Federação dos Centros de Cultura Alemã do Brasil está programando para os 200 anos da imigração. Nossa intenção é fazer esse primeiro encontro e continuar nos próximos anos até chegar ao marco dos 200. E continuar até depois dele, porque faz parte da nossa origem, da origem da nossa cidade. Quando os colonos chegaram aqui, tinha mais estrangeiro do que brasileiros”, frisa Marcos Carneiro, da Associação dos Grupos Folclóricos de Petrópolis (Agfap) e um dos representantes do Segmento Germânico.

Além da arquitetura, dos nomes e sobrenomes, dos nomes de ruas e bairros, da gastronomia, das artes, entre tantas outras referências presentes no dia a dia do petropolitano, a cidade também celebra as tradições germânicas com a Bauernfest, a segunda maior festa do segmento no Brasil. Neste ano, o evento recebeu mais de 450 mil pessoas.

E o Museu Casa do Colono é outra referência da cultura germânica na cidade. “Sua missão é preservar e difundir a memória da imigração germânica em Petrópolis e sua importância para o desenvolvimento da cidade”, frisa a museóloga Ana Carolina Vieira.

Os objetos que estão hoje no local chegaram até a instituição através de doações feitas pelos descendentes de colonos germânicos, além do apoio do Clube 29 de Junho, o Instituto Histórico de Petrópolis e o Museu Imperial com empréstimo de acervos. Entre as atividades oferecidas no atrativo está o projeto de contação de história “Minha Cidade tem História para Contar”, com a historiadora Vânia Nicolau, que leva o público a uma viagem no tempo de forma lúdica e interativa.

O Museu Casa do Colono fica na Rua Cristóvão Colombo, 1.034, na Castelânea. A visitação funciona de terça a domingo, das 8h30 às 16h, com entrada gratuita. Mais informações no telefone: (24) 2247-3715, ou e-mail: casadocolonomuseu@gmail.com.

Compõem também o Segmento Germânico: Renato Winter (29 de Junho),Antenor de Carvalho (Instituto Bingen) e Elisabeth Graebner (FECAB,regional Serrana Sudeste).

 

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação