tn_Programa do Diabetes é ampliado para todas as Unidades Básicas de SaúdePrograma do Diabetes é ampliado para todas as Unidades Básicas de Saúde - Profissionais de rede pública são capacitados para cuidar do pé diabético

 

O diagnóstico de diabetes imediatamente remete a uma série de precauções, entre as quais a alimentação balanceada e a rotina com a medicação controlada. No entanto, alguns outros cuidados são de fundamental importância para a manutenção da saúde e bem estar dos diabéticos. E é pensando nisso, que a Secretaria de Saúde está estendendo o Programa do Diabetes, desenvolvido no Centro de Saúde desde 2008, para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.

 

Os profissionais da rede pública estão sendo treinados a disseminar as práticas desenvolvidas para as demais unidades. E é para os pés dos diabéticos que os trabalhos são voltados, na tentativa de conscientizar os pacientes sobre a importância da adoção de cuidados preventivos. A proposta é evitar complicações causadas pela doença, entre elas, a neuropatia periférica, que afeta os nervos das extremidades do corpo. A partir da expansão do Programa do Diabetes para oito UBSs no município a expectativa é expandir a iniciativa para que haja a adesão de mais pessoas diagnosticadas com a doença. Atualmente 7.577 pacientes cadastrados na rede, são acompanhados pelo programa.

 

“Esse é um programa de excelência que em muito contribui para a qualidade de vida dos pacientes acompanhados pela rede. Temos profissionais com capacitação especializada para o cuidado dos diabéticos”, destaca o prefeito Bernardo Rossi. O Programa do Diabetes funciona no Centro de Saúde e conta com equipe formada por médico clínico geral, nutricionista, psicólogo, enfermeiros, entre eles um específico para o cuidado do pé, assistente social e fisioterapeuta.

 

A capacitação para a expansão dos trabalhos já teve início com palestras teóricas. O próximo passo será o treinamento prático. O primeiro está previsto para ser realizado na unidade de saúde do Morin, onde os profissionais da rede pública vão exercitar os ensinamentos durante os atendimentos de rotina. “A proposta é que todos os nossos profissionais sejam qualificados e disseminem as informações sobre a importância dos cuidados preventivos. Muitos pacientes desconhecem os cuidados necessários com os pés e muitas vezes, quadros graves de saúde podem ser evitados”, destaca a secretária de Saúde Fabíola Heck.

 

A neuroparia periférica é uma das várias intercorrências provocadas pelo diabetes. Os sintomas dormência, formigamento e pontadas nas mãos e nos pés, nem sempre chamam a atenção dos pacientes, que acabam não dando a devida atenção e não buscam o tratamento. E é a negligência dos pacientes que os levam a quadros muitas vezes irreversíveis, como a amputação dos membros. É o que observa a coordenadora do programa, a enfermeira Cátia Regina Silva Pinto. “Vemos pacientes que desconhecem a doença e só buscam o tratamento quando já apresentam complicações. Há casos de pessoas que amputam os membros por falta de tratamento. O programa pretende intensificar a ação preventiva para que os pacientes não cheguem a situações extremas”, ressalta Cátia.

 

Cuidados simples no dia a dia evitam agravamento dos quadros clínicos

 

Uma das portas de entrada dos pacientes ao programa é uma palestra, onde eles recebem todas as informações dos cuidados que precisam ter para a manutenção da qualidade de vida. Nesse momento, os profissionais identificam a necessidade de encaminhamento dos pacientes para os profissionais de diferentes especialidades atuantes no programa.

 

Durante as consultas, realizadas a cada seis meses, os pacientes são acompanhados e recebem orientações de como cuidar dos pés. Entre as medidas básicas, estão uso de meias e calçados adequados, evitar a extração de cutículas, acompanhamento de um profissional de podologia para a manutenção da limpeza e cuidado das unhas. “Chega um momento que o paciente com diabetes pode perder a sensibilidade dos pés e com isso, alguns cuidados são importantes para evitar lesões”, explica Cátia.

 

A enfermeira ressalta que é muito comum, por falta da sensibilidade, o paciente não sentir que se machucou e a ferida se agravar: “Temos comumente casos de pessoas que se machucam com calçados inadequados e não sentem”. Durante as consultas, os profissionais fazem um verdadeiro mapa do pé do diabético, avaliando perfil e áreas com menor ou falta de sensibilidade.

 

De acordo com o índice mais recente da Federação Internacional de Diabetes, o Brasil possui 12,5 milhões de pessoas com diagnóstico de diabetes, ocupando o quarto lugar entre os países com maior número de pessoas com o diagnóstico da doença. Na população acima de 65 anos o diabetes tem uma prevalência de 19%, o que coloca o país entre os cinco primeiros em número de indivíduos, acima dessa faixa etária, com diabetes.

 

É com base nesses índices e levando em consideração que o pacientes com diabetes desconhecem os agravamentos da doença que os profissionais são treinados. A partir de um controle cuidadoso sobre sintomas apresentados pelos pacientes, que a rede de saúde do município pretende expandir o programa e dar suporte adequado. “Queremos evitar que os pacientes nos busquem somente quando já apresentam lesões nos pés. A intenção é o cuidado preventivo”, destaca a enfermeira do programa, especializada no cuidado do pé do diabético, Rita Cândido da Silva.

 

Unidades onde o programa vai ser aplicado

 

UBS Alto Independência – Rua José Lino s/nº

 

UBS Morin – Rua Pedro Ivo, n.º 81

 

UBS Mosela – Rua Mosela, 744, com horário de funcionamento das 8h às 16h.

 

UBS Itaipava – Estrada Philúvio Cerqueira Rodrigues

 

UBS Pedro do Rio – Estr. União Indústria

 

Centro de Saúde do Centro – Rua Santos Dumont, 100

 

UBS Retiro – Av. Barão do rio Branco. (próx. ao sacolão)

 

UBS Araras – Estrada Bernardo Coutinho, 9435

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social

Prefeitura de Petrópolis