tn_Felipinho 2

 

O treinamento acontece no Centro de Cultura Raul de Leni às terças e quintas

O torneio será disputado em dezembro em São Paulo e reúne os principais atletas do país

 

Dedicação nos treinamentos para representar bem a cidade e conquistar uma medalha inédita para o município. A rotina de trabalho do petropolitano Luiz Felipe da Cruz Silva, o Felipinho, está intensificada para a disputa do Campeonato Brasileiro de bocha adaptada na categoria BC4, que acontece entre os dias 13 e 17 de dezembro em São Paulo. Ele conquistou uma vaga na principal competição da modalidade do país após o atleta Renato Faria Júnior – que ficou em segundo lugar no torneio Regional Leste – ter sido considerado “não elegível” para a categoria pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

A equipe de Petrópolis de bocha adaptada realiza os treinamentos no Centro de Cultura Raul de Leoni todas as terças e quintas-feiras entre 14 e 17h, graças a parceira da Superintendência de Esportes e Lazer com a Associação Petropolitana dos Deficientes Físicos (APDEF). O trabalho de preparação está sendo intensificado por causa da participação do atleta no Campeonato Brasileiro. Felipinho quer demonstrar o potencial da equipe da cidade no Campeonato Brasileiro, e para isso, tem se dedicado ao máximo no dia a dia.

“É um grande sonho disputar o Campeonato Brasileiro da minha categoria. Vamos intensificar ainda mais o treinamento para chegar bem preparado para a competição que reúne os melhores atletas do país. A cada dia sinto que estou me aperfeiçoando mais para o torneio”, explica Luiz Felipe, destacando a importância da rotina de treinos que acontecem desde o ano passado, por causa da parceria da APDEF com o governo municipal.

“A rotina de treinamentos é importante para que a gente não perca o ritmo e chegue nas competições no nosso melhor, sempre bem preparados. Desde o ano passado, contamos com o apoio da prefeitura e acreditamos que vamos representar a cidade da melhor maneira possível na competição. Quem sabe eu não consigo trazer uma medalha inédita para a cidade?”, projeta Luiz Felipe, que é portador da síndrome de Mórquio.

A prefeitura aposta em parcerias para o fomento ao esporte em todo o município. A parceria com a APDEF traz mais oportunidades para os atletas com deficiência que treinam na cidade. O superintendente de Esportes e Lazer, Hingo Hammes, destaca a importância da participação de um atleta da cidade em uma competição nacional, abrindo mais espaço para outros atletas de Petrópolis.

“Todo o treinamento da equipe é recompensado com a oportunidade de disputar uma competição de nível nacional. É um grupo importante para a nossa cidade e que precisava do nosso apoio. Seguimos trabalhando pelo fomento ao esporte no município, apoiando as mais diversas modalidades, em parceria com as associações e projetos sociais”, disse Hingo.

 

Sobre a bocha adaptada

 

A bocha adaptada é um esporte que consiste no lançamento de bolas coloridas e vence o jogador que alcançar o maior número de bolas próximas à bola branca, que funciona como uma referência. São quatro categorias: BC1, BC2, BC3 e BC4, que são divididas de acordo com a limitação de cada atleta. A categoria de Felipinho não permite nenhum auxiliar, apenas um suporte para as bolas.

“Na minha classe, os atletas possuem algum tipo de dislexia de moderada a severa com controle mínimo nas extremidades das mãos, e ainda, com limitações de tronco e pouca força funcional nos quatros membros. Não temos um auxiliar, só um cesto para colocar as bolas. O treinamento está sendo bastante especifico, me deixando confiante em um bom resultado”, explicou.

 

 

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura de Petrópolis