Macedônia assina acordo com Grécia para mudar de nome

O tratado, no entanto, ainda será submetido a referendo

A Macedônia assinou o acordo com a Grécia para mudar seu nome, iniciando oficialmente o caminho para colocar fim em um impasse que perdura desde a independência do país balcânico, em setembro de 1991.

O pacto foi firmado pelos ministros das Relações Exteriores das duas nações, Nikola Dimitrov e Nikos Kotzias, na presença dos premiers Zoran Zaev e Alexis Tsipras, e prevê que a ex-República Iugoslava da Macedônia (Fyrom, no acrônimo em inglês) passe a se chamar República da Macedônia do Norte.

“Estamos orgulhosos deste acordo. Estamos orgulhosos por termos tomado uma decisão que nos une, colocando fim a uma disputa que nos dividiu por muito tempo”, declarou o macedônio Zaev. Já Tsipras afirmou que a assinatura do tratado é um evento “histórico”. “Chegou a hora de cantar de novo canções felizes nos Bálcãs”, disse.

No entanto, a mudança de nome ainda está longe de virar realidade. O acordo precisará passar pela aprovação do Parlamento da Macedônia e será submetido a referendo popular no outono europeu. Além disso, o tratado é criticado pela oposição conservadora e nacionalista e pelo presidente Gjorge Ivanov, que já prometeu não sancionar a lei. Manifestações contra o acordo acontecem quase todos os dias nos dois países.

A Grécia rejeita o nome “Macedônia”, que também batiza sua província mais setentrional, por acreditar que ele pertence exclusivamente ao patrimônio histórico e cultural helênico e por temer que o jovem país pudesse usá-lo para pretensões territoriais.

Por isso, após a dissolução da Iugoslávia, a Grécia conseguiu que a nação vizinha fosse reconhecida pelas Nações Unidas pelo acrônimo “Fyrom”. Para a Macedônia, o acordo representa a oportunidade de entrar na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). (ANSA)