Flávio Bolsonaro: 'Se bandido der mole, eu largo o dedo mesmo'

Deputado estadual, que concorrerá a uma vaga no Senado nas próximas eleições, reafirmou ser contra o desarmamento

Em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) reforçou ser contra a política de cotas e o desarmamento, e a favor da redução da maioridade penal.

Em entrevista à colunista Marina Caruso, de O Globo, ele avaliou que “cota é racismo”. “Tem um monte de pobre branco com as mesmas dificuldades de quem é cotista. Imagina o branco nordestino pobre, filho do porteiro, da passadeira. Do jeito que é colocada essa questão, parece que o negro é incompetente, burro, não tem capacidade de estudar para passar numa prova”, considerou.

Ao defender que o cidadão tenha direito a porte de arma, ele insinuou estar armado. “Pode ficar tranquila porque, se entrar alguém pra assaltar, posso ajudar. Muita gente que gostaria de me fazer uma maldade vai pensar duas vezes. Se bandido der mole, eu largo o dedo mesmo. Quem dera houvesse aqui mais dez pessoas armadas”, disse.

Sobre a prisão de menores de 18 anos, afirmou que “a pessoa deveria responder pelos seus atos. Não importa a idade”. “Se a criança puxa o gatilho, sabe o que está fazendo”, completou.

O deputado também falou sobre como orientará as filhas de 4 e 6 anos sobre sexualidade. “Vou ensinar a elas o que acho que é a regra: Deus fez o homem e a mulher. Elas vão seguir essa orientação. Agora, se lá na frente resolverem ir pra outro lado, vou fazer de tudo para que sofram o mínimo possível por causa de uma escolha dessas. Meu pai falou uma vez que preferia ter um filho morto a um filho gay. Mas hoje em dia pensa diferente”, destacou.