tn_Crianças do Quitandinha participam de oficina sobre prevenção de desastres pelas chuvasAlém de receberem orientações sobre como ocorrem os desastres naturais, crianças foram orientadas sobre como agir em casos de deslizamentos de terra

De uma forma lúdica, ilustrativa e informativa, onze crianças assistidas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Quitandinha iniciaram um cronograma com oficinas sobre prevenção de desastres pelas chuvas. O primeiro encontro ocorreu nesta quarta-feira (10.01), onde as crianças puderem aprender um pouco mais sobre o município de Petrópolis e o bairro onde vivem. A expectativa é que o conteúdo seja multiplicado no grupo de idosos da unidade a fim de se contribuir para o desenvolvimento de uma comunidade resiliente.

Com atendimentos pedagógicos, psicológicos e assistenciais, O CRAS do Quitandinha teve as ações fortalecidas pela prefeitura estimulando o ingresso aos grupos de convivência. Os sete grupos existentes concentram 80 participantes entre crianças, adolescentes, idosos e um exclusivo para mulheres. Oferecendo uma programação vasta com oficinas, palestras e pequenos cursos aos cadastrados em programas sociais, a prefeitura ampliou o número de atendimentos de 200 mensais em 2016 para 300 por mês no ano passado.

 

A secretária de Assistência Social, Denise Quintella, explica que a criação de oficinas e palestras de interesse dos moradores contribui para a integração do CRAS com a comunidade.

 

“Muitas pessoas procuram o CRAS apenas para fazer o cadastro único para ter o bolsa família ou outro benefício social. Mas o CRAS não é apenas um local de inscrição, a proposta é trazer essas famílias para dentro do equipamento e acompanha-las com atendimentos pedagógicos, psicológicos e assistenciais”, esclarece Denise Quintella.

 

Cristiane Ferreira é mestranda em Geografia pela UFRRJ e buscou o CRAS para realizar a pesquisa de desenvolvimento da monografia. Após conhecer os grupos de convivência, resolveu montar as oficinas e prestar uma assistência voluntária aos usuários da unidade.

 

“O nosso foco é a percepção ambiental, ou seja, como as pessoas compreendem o ambiente em que vivem, focando na situação de risco. Foram feitas entrevistas na comunidade e durante a realização desta atividade, o CRAS me chamou a atenção, principalmente pela movimentação de crianças e idosos que frequentam o local. Com isso, fizemos o primeiro contato com a Equipe. Houve reuniões com o Psicólogo Paulo Roberto Barbosa da Rocha e assistente social Bruna Beatriz da Silva e hoje iniciamos esse trabalho que será muito construtivo para todos”, informa.

 

A pedagoga da unidade Janaína Borges informa que o planejamento é que ocorram quatro oficinas com as crianças e duas com os idosos. Alguns temas trabalhados serão: percepção dos participantes em relação ao bairro e aos riscos; como ocorrem os movimentos de massa, como os desastres ocorrem (fatores sociais e naturais), medidas de prevenção em situação de risco, entre outros.

 

“As oficinas terão como foco a análise da percepção das crianças e idosos quanto às áreas de risco e prevenção de desastres naturais e, ao mesmo tempo, fazer uma contribuição para a comunidade, auxiliando no desenvolvimento de uma comunidade mais resiliente”, afirma.

 

Foto: Marcello Santos

Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura de Petrópolis