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Até 2020, quando se completam 200 anos de Independência do Brasil, Petrópolis vai ser a principal parceira do Ministério da Cultura nos cinco anos de festejos da data. “Quero anunciar à cidade e ao meu amigo Bernardo Rossi, que Petrópolis será o epicentro das comemorações”, antecipou Sérgio Sá Leitão ao inaugurar nesta segunda-feira (04.12) pela manhã a exposição “Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II”. Estão expostas ao público cinco cartas originais do último imperador brasileiro que foram doadas pelo presidente Russo, Vladimir Putin ao presidente Michel Temer.

“Exposições, filmes, lançamento de obras e muitas manifestações culturais farão parte dos festejos, uma programação à altura da importância da data e que vai consumir cinco anos sendo realizada”, anunciou o ministro. Sérgio Sá Leitão, ao lançar a programação “Brasil 200: viva a sua Independência!”, conclamou o engajamento da sociedade e de Petrópolis, em particular. “Boa parte das atrações serão no Museu Imperial, a joia do Brasil entre os seus museus”, afirmou

O prefeito Bernardo Rossi colocou a prefeitura e os equipamentos turísticos e culturais da cidade à disposição do Ministério. “Estamos engajados já a partir de agora nesta iniciativa”, frisou.

Rossi agradeceu ainda a parceria do Ministério da Cultura nos eventos da cidade. “Fizemos a Bauernfest e agora o Natal Imperial também com recursos da Lei Rouanet e o ministro incluiu Petrópolis no calendário de turismo do Estado do Rio nos ajudando com uma divulgação que é essencial para a cidade”, afirmou.

Tanto o prefeito quando o ministro destacaram o entrosamento da cultura e turismo como alavanca para o desenvolvimento econômico. “O PIB brasileiro tem 5.8% formado por cultura e turismo”, disse Sérgio Sá Leitão. “E Petrópolis está no caminho certo fomentando estes dois segmentos que são vertentes de sua economia”, completou Bernardo Rossi.

 

Exposição “Missivas imperiais: cartas de D. Pedro II”
segue até o dia 04 de março

 

A exposição com as cartas de Dom Pedro II (1825-1891) que o presidente Vladimir Putin entregou a Temer, quando o brasileiro foi à Rússia, em junho, ficam em exposição no Museu Imperial até o dia 04 de março.

As cinco cartas são originais: quatro cartas são de gabinete e foram remetidas ao conde de Trapani e aos cardeais Costantino Patrizi Befondi e Bilio. A última correspondência era endereçada ao poeta francês Sully Prudhome, membro da Academia Francesa da qual D. Pedro II fazia parte. Na carta o imperador manifesta o interesse de ter uma cópia do poema Le Bonheur. O museu já é detentor da reposta de Pdruhomme desde 1948.

“E agora completa-se o ciclo desta troca de correspondências”, destacou Maurício Ferreira, diretor do Museu. O anfitrião frisou ainda o acervo de mais de 250 mil documentos, entre eles, milhares de correspondências do Imperador com personalidades de diversos países. São correspondências escritas em diferentes línguas, como inglês, francês e italiano, que eram trocadas com médicos, cientistas e escritores.

Uma curiosidade da exposição é uma das cartas enviada pelo então imperador do Brasil ao cardeal italiano Costantino Patrizi (1798-1876), agradecendo os votos de Feliz Natal em 1861. D. Pedro II demorou a recebê-los. Tanto que só escreveu a missiva em 30 de junho de 1862.

A entrega das cartas ao Museu Imperial foi um pedido da deputada federal Cristiane Brasil ao presidente Michel Temer. “Como petropolitana que ama esta cidade reiterei várias vezes o pedido até que houvesse a cessão deste tesouro ao nosso Museu”, destacou. Para Bernardo Rossi o gesto entra para a história. “E é a nossa história, a que o petropolitano deve perpetuar passando esta herança cultural a seus filhos e netos”, afirmou.

A Família Imperial participou da cerimônia com as presenças de D. Cristina, D. Manoel, D. Pedro Carlos, D. Francisco e D. Gabriel, uma demonstração, para o ministro Sérgio Sá Leitão, da “importância do envolvimento dos descendentes do Imperador com a cidade e a cultura”. “É o maior legado a nos deixado, nossa rica história que precisa ser reverenciada todos os dias”, completou o prefeito Bernardo Rossi.

O Museu também mantém documentação relativa às viagens de D. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, custodiadas pelo Museu Imperial em seu Arquivo Histórico, recebeu o reconhecimento da UNESCO com a inscrição no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo, em 2013. A premiação tem status de Patrimônio Documental da Humanidade. Museu Imperial é o principal equipamento turístico da cidade e recebe quase 400 mil visitantes por ano.

Participaram ainda da solenidade de abertura da exposição o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo; a diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Mônica Xexéo; o presidente da Sociedade Amigos do Museu Imperial, Miguel Pachá; o prefeito de Levy Gasparian, Valter Lavunas; o deputado federal Cabuçu Borges; o deputado estadual, Marcus Vinícius e o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura de Petrópolis