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Pioneiro no serviço, desde a implantação em julho, já foram emitidos 96 declarações

Petrópolis é referência para o Ministério da Saúde na emissão de declaração de óbito através dos atendimentos do Samu. O município é o único do Rio de Janeiro a oferecer o serviço que serve de exemplo para outras cidades do Estado. A prefeitura recebeu a liberação da Secretaria Estadual de Saúde em julho deste ano, para implantar o novo protocolo do serviço que presta socorro às pessoas em situações de agravos urgentes. Desde a implantação, 96 declarações óbitos foram emitidas proporcionando mais agilidade e conforto às famílias, em casos de mortes durante os atendimentos domiciliares.

 

Destacando o pioneirismo do serviço, uma equipe do Samu apresentou o novo protocolo às equipes médicas que participaram do Fórum de Declaração de Óbito promovido pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro – Cremerj sábado (02.12), no auditório do Hospital Santa Teresa. O prefeito Bernardo Rossi destaca que o Samu Petrópolis se tornou referência em atendimento para todo o Brasil.

 

“Essa conquista mostra o quanto a nossa gestão está preocupada em implantar protocolos e fluxos consistentes que melhorem e ampliem os atendimentos da nossa população. O Samu Petrópolis apresentou essa necessidade ao nosso secretário Silmar Fortes e através de um trabalho integrado entre os serviços da secretaria junto ao Estado esse fluxo foi possível trazendo mais dignidade às famílias do nosso município em um momento tão difícil e sensível”, avalia Bernardo Rossi.

 

O secretário de Saúde, Silmar Fortes orienta a população a acionar o 192 em casos de morte já constatada ou nos socorros aos casos gravíssimos.

 

“O Samu tem um protocolo a ser seguido para dar a declaração de óbito onde uma série de fatores é avaliada como idade, doenças pré-existentes, entre outros. Mas vale reforçar que nos casos em que a vítima já esteja em óbito há algumas horas, a equipe do Samu aciona os médicos do HMNSE para ir até o local para emitir a declaração de óbito, pois faz parte de outra avaliação de causa da morte”, explica Silmar Fortes.

 

 

Como funciona a emissão da declaração de óbito:

 

A declaração de óbito emitida pelo Samu ou pelo Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE) são destinadas às pessoas que tiveram mortes com causa natural, ou seja, infartos, mal súbitos, pacientes com doenças em fase terminal, entre outras. A equipe do Samu irá ao socorro da vítima ainda em vida, mas caso o óbito já esteja constatado antes da chegada dos socorristas, a equipe do HMNSE é acionada.

 

Pelo antigo fluxo, após a tentativa de socorro à vítima, o SAMU deveria se retirar do local e acionar o médico legista do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE) para que o mesmo fosse ao local declarar o óbito. Só então as famílias podiam acionar as funerárias para providenciar a remoção.

 

“O Samu não tinha essa autonomia, o paciente às vezes morria durante o atendimento e os socorristas eram obrigados a chamar a equipe do HMNSE para ir até a residência e atestar o óbito. Agora as famílias já saem com a declaração e podem acionar a funerária imediatamente. Para as famílias que perdem um ente querido em casa e estão fragilizadas é um apoio importante. Buscamos essa liberação, pois acompanhávamos o transtorno que as famílias enfrentavam esperando a presença de outra equipe médica para atestar o óbito”, afirma Silmar Fortes.

 

Protocolo não vale para vítimas de acidentes de trânsito ou mortes violentas

 

O coordenador do SAMU, Cláudio Lázaro, orienta que em casos de mortes violentas – quedas, acidentes domésticos ou com causa suspeita, além dos acidentes de trânsito e de violência, o protocolode atendimento é diferente, sendo feito pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Instituto Médico Legal (IML).

 

“Há casos em que é preciso investigar a causa da morte, então o fluxo é separado do que implantamos. Nos casos de morte natural estamos fazendo o possível para diminuir o sofrimento das famílias que assistem a partida do seu ente querido em casa, mas os casos que precisam investigar a causa da morte é preciso acionar outras autoridades”, esclarece Cláudio Lázaro.

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura de Petrópolis