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A prefeitura está sensibilizando os pais a realizarem as duas etapas do teste da orelhinha nos recém-nascidos. O exame é fundamental para identificar problemas auditivos desde a primeira infância. Assim que deixam a maternidade, o teste é realizado no Hospital Alcides Carneiro ou em até 1 mês de vida no Centro de Saúde. O que poucos pais levam em conta é a importância de comparecerem na segunda fase do exame realizada aos 6 meses de vida. Neste período, o fonoaudiólogo consegue apresentar um diagnóstico completo da saúde auditiva da criança.

Em 10 anos de implantação do serviço no Centro de Saúde, apenas três crianças apresentaram casos confirmados de surdez. Mas neste ano houve queda no número de triagens aditivas, de 1.806 realizadas em 2016, apenas 668 foram realizadas até outubro de 2017, entre consultas de primeira vez e de retorno. Nesta sexta-feira (10.11), dia em que se comemora o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, a prefeitura reforça as estratégias de divulgação nas Unidades de Saúde sobre a importância do exame preventivo.

A perda auditiva é uma das deficiências mais comuns na população brasileira. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Otologia, a cada mil crianças nascidas no país, três a cinco já nascem com deficiência auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas auditivos. Cerca de 20% da população sofre com problemas de zumbido. No Brasil, isso significa algo em torno de 30 milhões de pessoas.

O secretário de Saúde, Silmar Fortes, informa que há ainda 25 crianças com problemas auditivos fazendo acompanhamento com a equipe de fonoaudiólogos do Centro de Saúde.

“O exame é indolor e realizado através da introdução do aparelho de emissões otoacústicas, que produz estímulos sonoros leves e mede o retorno desses estímulos no ouvido interno. Caso sejam identificadas alterações, o bebê deve ser encaminhado a um especialista para que sejam feitos exames complementares. Há diferentes graus de deficiência auditiva e são raros os casos em que não há tratamento. Ofereceremos pelo SUS o exame, tratamento e acompanhamento de graça para as crianças diagnosticadas”, explica Silmar Fortes.

Além do exame realizado através das emissões otoacústicas, o Centro de Saúde também oferece o teste audiométrico pediátrico e um terceiro estímulo com instrumentos musicais. A coordenadora do setor de reabilitação da unidade, Maria Luiza Fontanella, avalia que além das consultas de retornos os pais precisam ficar atentos aos acompanhamentos das crianças já diagnosticadas com problemas de audição.

“Nós temos dois alertas para fazermos. O primeiro quanto a importância do segundo teste realizado aos 6 meses, já que neste segundo teste conseguimos fechar o diagnóstico da criança. O segundo alerta é quanto às consultas de acompanhamento. Uma vez diagnosticada com algum problema auditivo, a criança precisa passar pelos exames complementares, consultas e uso de aparelho para o desenvolvimento da audição, fala e por consequência, da integração, aprendizado e o desenvolvimento completo da criança”, afirma Maria Luiza Fontanella.

A dona de casa Alessandra de Souza, 35 anos, vem fazendo acompanhamento da filha, Lívia Maria de 7 meses desde a maternidade e reforça a importância dos pais cuidarem da saúde auditiva das crianças.

“Ela fez o primeiro teste dois dias após o parto no hospital, mas eu retornei com os seis meses para ver se tinha alguma alteração. Hoje ela faz acompanhamento com as fonoaudiólogas do Centro de Saúde, pois ela nasceu com uma fenda no lábio, então estamos acompanhando como será o desenvolvimento da fala dela. É muito importante esse cuidado e a qualidade do atendimento é muito grande”, disse.

A deficiência auditiva pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, é possível ser detectada nos primeiros dias de vida e ser tratada com sucesso. Por isso o Teste da Orelhinha, um exame rápido e indolor é tão importante.

“As causas de problemas auditivos são malformações congênitas, doenças genéticas e doenças infecciosas que atingem as gestantes, como rubéola e toxoplasmose. Esse diagnóstico precoce é extremamente importante para permitir que a criança com a deficiência tenha desenvolvimento neuropsicomotor e aquisição da fala tendo mais qualidade de vida”, avalia a pediatra e encarregada do Programa Saúde da Criança e Adolescente, Flávia Marzullo.

 

 

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
Prefeitura Municipal de Petrópolis