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Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial ressalta a importância do tema

A ONU, Organização das Nações Unidas, escolheu o 21 de Março, como o Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial para simbolizar o que aconteceu na mesma data no ano de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul. Mais de 20 mil negros protestavam contra a lei do passe no bairro de Shaperville, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular, quando se depararam com tropas do exército que atendiam os interesses do regime de Apartheid. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. A ação ficou conhecida como o “Massacre de Shaperville”.

O racismo se apresenta de diversas formas, contra sexo, raça, credo e cor. No Brasil, onde os negros representam quase a metade da população, chegando a 80 milhões de pessoas, o racismo ainda é um tema delicado. “Qualquer exclusão, distinção, restrição ou preferência, baseada na raça, cor e nacionalidade que tenha intenção de resultar ou anular o reconhecimento de exercícios é considerado discriminação racial. Todas as pessoas, não importa a raça, tem direitos econômicos, sociais e culturais iguais”, explica Cristina Volker, psicóloga atuante no CTO – Centro de Terapia Oncológica.

Uma pessoa que sofre discriminação racial, além dos problemas sociais que, muitas vezes, é obrigada a enfrentar, pode ter sua saúde prejudicada. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Rice, no Texas, Estados Unidos, que avaliou tanto os problemas de saúde relatados por negros quanto por brancos. A pesquisa foi realizada com 5.902 adultos negros e 28.451 adultos brancos. Tanto negros quanto brancos afirmaram terem recebido tratamento de discriminação racial e sofrerem problemas de saúde mental e física devido a isso. Ao todo, 18% dos negros e 04% dos brancos afirmaram considerar que seus altos níveis de problemas de saúde se devem ao tratamento discriminatório por raça.

Para Cristina, a discriminação prejudica totalmente a sociedade. “Vivemos de teorias, criações de leis que tentam buscar caminhos pelos direitos, mas que acabam fortalecendo ainda mais o preconceito e as desigualdades. O maior desafio é desenvolver uma cultura nova, até então precária em nosso cenário da inclusão”.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, em seu relatório anual ressalta: “para conseguir romper o preconceito racial no Brasil, o movimento negro brasileiro precisa criar alianças e falar para todo o país, inclusive para os brancos. Essa é a única maneira de mudar uma mentalidade forjada durante quase cinco séculos de discriminação”. Quando o assunto passa a ser a saúde, de uma forma geral, as pessoas se sentem iguais quando estão doentes. Na maioria dos casos, a sensação é de que as diferenças desaparecem e as semelhanças e identificações levam a uma aproximação e sensação de igualdade.

“No momento do adoecimento, seja um caso de câncer ou qualquer outra enfermidade, naturalmente ocorre uma revisão de valores e geralmente se perde o sentido de determinadas crenças que limitam a vida do indivíduo, entre elas, a discriminação. Surge o estigma da doença e novas discriminações que necessitam do desenvolvimento de novas estratégias, lembrando que cada pessoa tem sua forma de enfrentamento e que, cada caso, é individual”, ressalta a psicóloga.

Datas como o Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial servem para despertar a consciência e o movimento como um meio de se buscar uma sociedade mais justa e igualitária. Cristina afirma ainda: “Quando se fala em demonstrar que todos os seres são iguais, penso que a fala abaixo de Nelson Mandela retrata bem a importância de nos sentirmos e percebermos iguais, independente das diferenças individuais”.
“Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer” – Nelson Mandela.

“Conheci há dois anos em Campinas um profissional que hoje considero um amigo, que tem uma frase providencial para este tema. Tomo a liberdade com sua autorização de trazer neste momento, pois acredito que a partir deste exercício caem por terra todas as diferenças e discriminações: “Que haja Amor, Compaixão e Paz entre todos os seres do Universo” – Harry Tadashi Kadomoto”, completa Cristina Volker.

Mais informações podem ser obtidas na sede do CTO – Centro de Terapia Oncológica localizada à Rua Dr. Sá Earp, 309 – Centro – Petrópolis/ RJ, através do telefone (24) 2244-2005 ou no site www.ctopetropolis.com.br, ou ainda no CTO – Centro de Terapia Oncológica – Três Rios, à Rua Manuel Duarte, 318 – Centro – Três/ RJ, telefone (24) 2252-3816 e site www.ctotresrios.com.br.

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação