No sábado (15), o piloto da Red Bull disse ter sido atrapalhado por Felipe Massa na preparação de sua última volta rápida

Depois de ter seus canais de mídias sociais invadidos por comentários de brasileiros indignados por uma declaração feita após a classificação para o GP do Bahrein, Max Verstappen emitiu comunicado nesta segunda-feira (17) desculpando-se pelo ocorrido. O holandês disse que seus comentários foram tirados de contexto e ditos de cabeça quente após a definição do grid.

No sábado (15), o piloto da Red Bull disse ter sido atrapalhado por Felipe Massa na preparação de sua última volta rápida na parte final da classificação. Quando perguntado se tinha procurado o brasileiro para reclamar, Verstappen disse: “ele é brasileiro, então não há o que discutir”.

A declaração não foi bem recebida no Brasil. À reportagem, Massa disse que Verstappen sequer tocou no assunto com ele após o treino classificatório. E, logo antes da corrida, o brasileiro conversou com o piloto de 19 anos. “Eu falei para ele: ‘Tome cuidado com o que você fala porque você vai ter que ir para o Brasil correr lá. Cuidado com o que você fala’”.

Massa negou ainda que tenha atrapalhado a volta de Verstappen. “Ele precisava colocar a culpa em alguém por não ter terminado na frente do companheiro”, afirmou.

Após a polêmica, Verstappen explicou o ocorrido. “Eu sinto que preciso esclarecer minhas declarações feitas após a sessão de classificação do final de semana”, publicou em suas mídias sociais. “Sendo um piloto apaixonado, fiquei muito desapontado com o meu último stint e tive uma reação emotiva que foi tirada de contexto. De modo algum quis insultar o povo brasileiro, que respeito muito e sempre foi muito bom comigo quando visitei o país. Um dos destaques da minha carreira foi o GP do Brasil do ano passado”, lembrou.

“Foi muito especial fazer isso no país que nos trouxe tantos pilotos lendários como Senna, Fittipaldi e Piquet. Gostaria de pedir desculpas a todos os brasileiros que se sentem ofendidos. Estou ansioso para correr no seu país novamente.” Com informações da Folhapress.