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Estudo realizado pela Boanerges & Cia, consultoria em varejo financeiro, mostra que o papel moeda ainda movimentará valores significativos do consumo nos próximos 20 anos

39% de todos os valores gastos por brasileiros, em 2015, foram efetivados em dinheiro. O volume, equivalente a quase 1,5 trilhão de reais, coloca o papel moeda como a escolha prioritária no momento da compra para muitos cidadãos. É o que demonstra o estudo “Evolução dos meios de pagamento no Brasil”, realizado pela consultoria Boanerges & Cia e apresentado em workshop da Associação Brasileira das Empresas de Transporte de Valores (ABTV), em São Paulo, na última semana.

“Muitas pessoas questionam se os meios eletrônicos irão substituir totalmente o papel moeda. E a resposta é muito simples: não, não irão. Diversos aspectos culturais e econômicos presentes no Brasil indicam que o dinheiro continuará sendo muito relevante para a engrenagem do sistema financeiro nacional”, explica Boanerges Freire, presidente da consultoria.

Em algumas regiões, a importância do dinheiro é ainda maior. No Norte, por exemplo, quase metade de todo valor gasto com consumo é pago com papel moeda. No Centro-Oeste a proporção também é expressiva: 45%. Informalidade, aceitação em todos os ambientes comercias, simplicidade no manuseio e ausência de taxas são alguns dos fatores que justificam a preferência de parcela da população.

Outra conclusão aferida a partir da pesquisa é a força do dinheiro perante as classes de baixa renda, que entraram no ‘looping do consumo’ há alguns anos. Entre esse público, o dinheiro é utilizado em 8 de cada 10 transações, e 51% dos brasileiros ainda recebiam salário “em espécie” no ano de 2013.

Apesar do maior acesso a serviços bancários e incentivos governamentais para as transações eletrônicas, hoje, aproximadamente 22 milhões de adultos não possuem relacionamento bancário no País. É natural, portanto, que a porcentagem de gastos em dinheiro no Brasil seja três vezes superior a dos Estados Unidos, que possui a cultura do cartão muito forte.

Ao projetar o cenário dos próximos anos, o estudo sugere que meios como cartão, mobile, transferências eletrônicas e débito automático devem representar quase 60% do consumo privado em 2030. No mesmo período, o papel moeda atingirá patamar de 20%, somando mais de 1,1 trilhão de reais. E mesmo ampliando esse horizonte para 2050, o dinheiro manterá seu espaço no consumo.

“É essencial conhecermos a realidade do nosso país e essa pesquisa foi extremamente importante para comprovar a importância do dinheiro e, consequentemente, ratificar a relevância do setor de transporte de valores, afirma Marcos Paiva, presidente da ABTV.

 

 

 

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação