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A data serve para reforçar os cuidados com os cânceres que mais atingem as mulheres

Em 08 de março de 1857 as operárias de uma fábrica de tecidos situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga horária, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Desde então, as mulheres já venceram diversas lutas e, entre as mais difíceis, está o câncer. A data não serve apenas para comemorar as conquistas femininas ao longo dos tempos, mas, principalmente, discutir o papel que elas exercem na sociedade atual e alertar para os cuidados com a saúde. Há alguns anos, o câncer era considerado uma doença fatal. Hoje, com os avanços da tecnologia, essa realidade mudou. De acordo com o Inca, Instituto Nacional do Câncer, seis em cada dez tumores podem ser curados se forem descobertos no início.

Dentre os cânceres que mais acometem as mulheres no Brasil e no mundo está o de mama (60 %), seguido pelos de cólon e de pulmão (30%) e colo de útero (10%). O câncer de colo de útero que já desapareceu praticamente nos países desenvolvidos, continua a matar no Brasil. As causas são virais (HPV), infecciosas e a falta do exame preventivo, o Papanicolau.

São diversos fatores que levam a ocorrência desses tipos de câncer com mais frequência, como explica a Dra. Carla Ismael, médica oncologista integrante do corpo clínico do Centro de Terapia Oncológica (CTO) e presidente da Sociedade Franco Brasileira de Oncologia (SFBO). “O câncer de mama é uma combinação de fatores, genéticos (20-25%) e ambientais (gordura, hormônios), o de pulmão é o cigarro, que vem aumentando em incidência com o aumento do fumo entre as mulheres, o cólon são hábitos alimentares, obesidade e genética”.

A prevenção continua sendo a melhor solução para o problema e, dentre os cânceres mencionados, todos podem ser diagnosticados precocemente. Normalmente, a faixa etária de maior risco de câncer para as mulheres é em torno dos 50 anos, ou na menopausa, mas esta faixa vem baixando.

“Para o câncer de mama é indicada a Mamografia a partir de 40 anos de idade, mas, em caso de fatores de risco familiares, nódulos ou suspeita, pode ser feito antes. Para o de Cólon, a colonoscopia a partir de 50 e abaixo dos 50 anos se houver caso de câncer de cólon/reto na família ou polipose intestinal. Com relação ao Pulmão, é indicado o RX de Tórax anual ou a realização de Tomografia em caso de suspeita. Em caso de fumantes o melhor método, com mais de 30% de diagnóstico de câncer inicial, é a Tomografia Computadorizada com baixa irradiação e sem contraste. Já para o Colo de Útero o exame preventivo Papanicolau anualmente”, indica a especialista.

Chama a atenção o crescimento de mortes por tipos da doença que estão diretamente associados ao estilo de vida que as pessoas estão levando. Hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada com dieta rica em fibras, baixa quantidade de gorduras e açúcar, com frutas e vegetais, são capazes de ajudar muito a saúde das mulheres. Dentre os principais fatores de risco para o surgimento de câncer estão: obesidade, tabaco e, no caso do Cólo de Útero, higiene inadequada ou deficitária e falta do uso de camisinha.

O câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento maligno e desordenado de células que invadem e prejudicam tecidos e órgãos, podendo se espalhar através da metástase, por todo o corpo humano. Essas células, quando espalhadas rapidamente, têm caráter agressivo e podem formar os chamados tumores, que são o acúmulo de células cancerosas.

Segundo as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer representa a segunda doença que mais mata atualmente no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de que em 2030 serão 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer.

Mais informações podem ser obtidas na sede do CTO – Centro de Terapia Oncológica localizada à Rua Dr. Sá Earp, 309 – Centro – Petrópolis/ RJ, através do telefone (24) 2244-2005 ou no site www.ctopetropolis.com.br, ou ainda no CTO – Centro de Terapia Oncológica – Três Rios, à Rua Manuel Duarte, 318 – Centro – Três/ RJ, telefone (24) 2252-3816 e site www.ctotresrios.com.br.

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação